“O Consultor”: série explora a liderança tóxica como estratégia para esconder fraquezas

Uma nova série da Amazon Prime que mistura comédia, suspense, terror e mundo corporativo surpreende com ótimas e improváveis lições de liderança — inclusive, lições de como não exercer uma liderança tóxica.

O Consultor (The Consultant) é uma nova produção do criador de “Servant”, Tony Basgallop, e é exibida pela Amazon Studios. Composta por apenas oito episódios, a série explora o ambiente de trabalho tóxico, onde a figura do líder pode ser vista como o próprio diabo. O elenco é liderado pelo vencedor do Oscar, Christoph Waltz, que interpreta Regus Patoff, o consultor que chega à CompWare, uma companhia de videogames para celular, para tentar trazê-la de volta à lucratividade.

Liderança tóxica em O Consultor

A série é uma comédia dramática de meia hora que desafia o formato tradicional. O enredo é construído em torno da insegurança que as pessoas enfrentam ao mudar de liderança no trabalho e as dificuldades em se adaptar com o novo gestor. Como Patoff não tem presença online, nenhum conhecimento sobre jogos e abusa de um estilo de gestão muito particular, aos poucos se cria uma desconfiança real por trás da figura “do consultor”.

O grande trunfo da trama está em explorar o ambiente de trabalho tóxico que é formado quando a liderança é assumida por alguém que é frio, calculista e autoritário. As práticas pouco ortodoxas de Regus transformam a vida da equipe da CompWare em um verdadeiro inferno. Aparentemente muito mais preocupado com si mesmo do que com o negócio, ele não poupa ninguém e gera um clima de tensão generalizado. 

Regus é uma verdadeira coletânea de exemplos de uma liderança tóxica, que busca se impor pelo medo e não pelo respeito. Atitudes como ligar para o time no meio da madrugada, ameaçar de dispensa os colaboradores em home office, fazer piadas e brincadeiras infames e, até mesmo, chegar ao extremo de mandar um membro da companhia embora por simplesmente não gostar do cheiro dele. 

Na verdade, apesar de muito convincente em seu papel de líder, ele usa isso como um modo de esconder erros e falhas que podem ser bem mais graves do que parecem.

Desconfiados, insatisfeitos e receosos, Elaine e Craig, dois membros da equipe, imediatamente acendem uma luz de alerta sobre o papel do gestor, especialmente quando descobrem detalhes sobre como ele conseguiu o trabalho de consultoria.

 

Entre o bem e o mal – limites da hierarquia para exercer uma liderança tóxica

Liderança tóxica em O COnsultor

A trajetória dos personagens oscila, com momentos em que os dois colaboradores querem aproveitar a chance para crescer na carreira e despertar a simpatia do líder maníaco, ou em outros em que Regus chega a fazer a linha de chefe descontraído, próximo do time, para logo em seguida aprontar mais uma das suas insanidades de deixar qualquer psicopata no chinelo.

É interessante notar como essa liderança tóxica afeta a vida das pessoas e o desempenho dos negócios. Craig não é nada mais do que só confusão e cansaço, enquanto Elaine é pura paranoia e medo. Claro que isso resulta em pessoas menos produtivas, que ficam pisando em ovos o tempo todo, esperando o próximo arroubo do líder descontrolado.

Isso nos traz uma reflexão sobre como as organizações podem ser prejudiciais à saúde mental e emocional do time, afastando os melhores talentos e jogando os resultados no chão. A série também aborda a importância de uma cultura organizacional saudável e como é essencial que a liderança trate o time com respeito, dignidade e empatia.

A performance de Christoph Waltz é o grande destaque da série. O tipo de atuação tem um toque inegavelmente divertido, uma mistura de leituras que dão ao texto mais força do que realmente tem. 

A série mantém um grande trunfo: ela consegue usar esse ambiente de trabalho tóxico como pano de fundo para explorar temas importantes, como a lealdade, a ética profissional e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Os jovens Craig e Elaine precisam fazer escolhas difíceis quando se dão conta de que seu chefe está agindo de forma ilegal e imoral para alcançar seus objetivos. E a dúvida em que eles permanecem é mais um dos produtos da estratégia manipuladora e controladora usada por Patoff para manter seu time intimidado e sob controle.

Em última análise, “O Consultor” é uma obra que explora temas complexos de uma forma intrigante, divertida e bem executada. Um elenco forte, com boas atuações e um mistério intrigante são suficientes para manter a atenção do espectador. Além disso, Christoph Waltz é particularmente impressionante como Regus Patoff, entregando um personagem de personalidade intratável e duvidosa, mas ainda assim com uma aura sedutora e confiante que o torna uma figura muito interessante.

Para quem está procurando uma série que foge do óbvio e que traz interessantes reflexões sobre liderança para mergulhar, O Consultor pode ser a escolha certa.

— Por Ernesto Schlesinger

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