3 descobertas de Claudia Goldin, vencedora do prêmio Nobel de Economia em 2023

A profunda investigação sobre os principais fatores por trás das disparidades salariais entre homens e mulheres fez com que a Real Academia Sueca de Ciências concedesse, o prêmio Nobel de Economia 2023 à Claudia Goldin, uma pesquisadora americana da Universidade Harvard.

O trabalho de Claudia Goldin foca em emprego e remuneração das mulheres ao examinar 200 anos de dados sobre a força de trabalho dos Estados Unidos. Em suas pesquisas, a americana demonstra como e por que as diferenças entre gênero nos salários e nas taxas de emprego mudaram ao longo do tempo.

 

Conheça algumas das descobertas de Claudia Goldin em relação a este tema

  1. A investigação da pesquisadora descobriu que a participação das mulheres casadas no mercado de trabalho diminuiu com a transição de uma sociedade agrária para uma sociedade industrial, nos anos 1800. Mas o nível de emprego do público feminino se recuperou em 1900, à medida que a economia de serviços crescia. Goldin explicou esse padrão como o resultado de mudanças estruturais e da evolução das normas sociais relativas às responsabilidades das mulheres em relação ao lar e à família.
  2. Níveis educacionais mais elevados para as mulheres e o surgimento da pílula contraceptiva, na década de 60, aceleraram a mudança para as mulheres no mercado, aumentando a participação feminina na força de trabalho. No entanto, as disparidades salariais entre homens e mulheres permaneceram.
  3. Embora historicamente a diferença de remuneração entre homens e mulheres possa ser atribuída às escolhas educacionais feitas em uma idade jovem e às escolhas profissionais de cada gênero, a professora Goldin descobriu que a atual disparidade de rendimentos se deve, hoje, em grande parte ao fato de a mulher ter filhos.

 

Por que a diferença salarial entre homens e mulheres ainda existe?

Globalmente, cerca de 50% das mulheres participam do mercado de trabalho, em comparação com 80% dos homens. Atualmente, as mulheres ganham menos e têm menos probabilidades de alcançar o topo da carreira, observou o comitê do prêmio na divulgação do resultado.

Existem múltiplas explicações de porque as mulheres ainda ganham menos que os homens. 

Um documento da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cita duas principais razões: “tetos de vidro” e “pisos pegajosos” – do inglês “glass ceilings” e “sticky floors”.

Os “tetos de vidro” referem-se a obstáculos que impedem as mulheres de progredir em suas carreiras. Um exemplo é a opção de algumas profissionais não se candidatarem a uma promoção por saberem que não podem assumir mais responsabilidades no trabalho, já que a maior parte dos cuidados da casa e dos filhos ainda recai sobre a mulher. Ou, ainda que queiram avançar profissionalmente, muitas são preteridas de certas posições porque, caso tenham filhos, terão um período maior de ausência do trabalho.

Nesse sentido, a ampliação da licença-paternidade que muitas empresas estão adotando, permitindo que os homens se ausentem do trabalho por quatro ou até seis meses após o nascimento dos filhos, pode ser uma forma de permitir que as mulheres avancem em suas carreiras.

Isso porque, à medida que homens e mulheres têm o mesmo direito à licença parental, pelo mesmo período, a tendência é que haja menos obstáculos para as mulheres conquistarem novos empregos e promoções – já que ambos poderão se ausentar no caso do nascimento de um filho. 

Não à toa, mas também por outras razões, países com licença parental – ou seja, com amplos afastamentos para pais e mães -, como Islândia e Noruega, têm os menores índices de diferença salarial entre homens e mulheres.  

Uma recente reportagem do “Financial Times”, no entanto, mostrou que homens que estão aproveitando o benefício da licença paternidade estendida passaram a sofrer preconceito no mercado de trabalho – desde comentários sexistas até não serem considerados para promoções. É uma mostra, portanto, de como este ainda é um longo caminho a ser percorrido e que envolve uma importante mudança cultural na sociedade.

O outro ponto citado pela OCDE, “pisos pegajosos”, refere-se a desvantagens que as mulheres enfrentam com frequência, quer estejam apenas começando suas carreiras ou se preparando para se aposentar. Por exemplo, quando um chefe assume que as mulheres são menos competentes ou qualificadas para uma posição e decidem oferecer um salário mais baixo ao fazer uma oferta de emprego. 

Na UNI.CO Recruitment Company, o “gender gap” tem grande importância. Nos orgulhamos em dizer que 100% de nossas listas foram entregues promovendo a equidade salarial, a diversidade e a diminuição de vieses inconscientes nos processos conduzidos por nós.

Por fim, já que o assunto é a disparidade entre gêneros no mercado de trabalho vale, ainda, uma observação: vencendo o Nobel de Economia 2023, Claudia Goldin é a terceira mulher a receber o prêmio em 55 anos de existência da premiação, e a primeira a não dividir o reconhecimento com colegas do sexo masculino!

Nascida em 1946 em Nova York, a pesquisadora obteve um PhD em 1972 pela Universidade de Chicago. Atualmente, é professora na Universidade Harvard. Como vencedora do Nobel de Economia 2023, Goldin vai receber o prêmio de 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de US$ 999 mil.

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